Empresa desenvolve detector de
“lixo cósmico”
Pelo jeito o lixo espacial não é apenas preocupação do governo americano, a Agência Espacial Europeia também teme que os resíduos acumulados pelos lançamentos de naves e satélites coloquem em risco o funcionamento dos satélites que orbitam nosso planeta. Para resolver isso, a empresa australiana Electro Optical Systems (EOS), desenvolveu um sistema de monitoramento por laser para mapear o espaço e evitar que o “lixo cósmico” se choque com as naves e satélites. O sistema utiliza o mesmo princípio dos radares, ele localiza e rastreia detritos e consegue repassar a informação para as agências, afim de que elas possam desviar do perigo.
Desenvolvimento de um detector de lixo cósmico |
A EOS deve instalar telescópios na estação de Mount Stromlo, perto de Canberra, e depois ir ampliando sua rede para o restante da Austrália e do mundo. Apesar de EUA e Europa mostrarem interesse no projeto, o sistema pode não ser tão eficaz quanto parece. Como os radares estão na Terra, nuvens e outras formações climáticas podem atrapalhar na identificação dos resíduos, além disso, quando o operador é informado sobre uma possível ameaça, ele tem que mover o satélite e isso gasta combustível e diminui a vida útil do aparelho.
A empresa estuda utilizar os lasers não apenas para monitoramento, mas também para varrer as partículas do espaço, assim não seria necessário mover o satélite. Mas por enquanto, os satélites ainda estão à mercê do lixo cósmico.